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Mondim de Basto é um município do distrito de Vila Real com cerca de 8 mil habitantes e tem um interessante passado (e presente) político.
Este é um concelho maioritariamente de direita. O CDS venceu as autárquicas de 1976 a 1997. A última vitória do partido foi conseguida por Fernando Pinto de Moura que, ao mudar para o PSD, em 1997, levou consigo a vitória! As eleições de 2005 foram já renhidas e este candidato venceu por uma diferença de apenas 31 votos (PS em segundo lugar). Na verdade, Fernando Pinto de Moura venceu e ocupou o cargo de presidente do concelho durante 6 mandatos consecutivos, 1 pelo CDS e 5 pelo PSD!
Em 2009, Fernando Pinto Moura foi substituído por Fernando Gomes Ribeiro para encabeçar o PSD. O PSD estava dividido e os votantes não se reviram neste novo candidato, o que levou o PSD a perder as eleições, alcançando apenas a terceira posição. Isto é, PS saiu vencedor com 38,95% dos votos, seguiu-se o CDS-PP com 30,12%, encabeçado por Lúcio Machado, e o PSD em terceiro lugar com 27,44% dos votos.
CDS e PSD alternaram o poder até 2009 e, para estas autárquicas, estes partidos criaram uma coligação! São os materiais gráficos desta coligação que serão analisados:
Nos outdoors temos Lúcio Machado, professor e investigador na Universidade do Minho, empresário, a representar o CDS-PP e Aurora Peixoto (militante do PSD), indicada para Vice-presidente. Penso que as fotografias são adequadas e reflectem a hierarquia, mas não deixam de passar a mensagem que estão lado a lado, trabalho em equipa. Talvez tentasse suprimir ligeiramente a diferença de alturas, uma vez que estão “juntos”.
O slogan da campanha “JUNTOS pela nossa Terra” dá ênfase à coligação dos dois partidos. A assinatura (parte da “nossa terra”) é também um recado ao actual Presidente, uma vez que este é natural de Ponte de Lima. Não posso afirmar que seja uma assinatura diferenciadora, mas é bastante feliz atendendo ao que está por detrás.
Nos materiais de comunicação é usada a cor verde. Tinha já referido, em discussões com os restantes colegas, que esta é a cor destas eleições! PS usa Verde, PSD usa verde, CDS-PP usa o verde, e as coligações também... esta tem sido uma cor escolhida como alternativa à cor dos seus partidos. É a cor da esperança!
O logótipo da coligação tem pouco contraste com o fundo verde e, embora indiquem que estão no Facebook e no Twitter, não são colocadas nenhumas referências às redes sociais.
Pessoalmente também não sou fã da barra azul a dividir o outdoor.
Num geral, o cartaz é simples mas parece resultar e penso que a coligação de partidos, até aqui rivais, também resultará.
Por fim, analisarei duas faces de um outro suporte publicitário. Uma opção interessante, de 4 faces, colocada numa rotunda, conseguindo assim impactar as pessoas que chegam das várias direcções.
Neste exemplo, onde consta apenas o candidato a presidente, verificamos novamente alguns dos pontos mencionados acima. De realçar que nesta fotografia o candidato tem um ar (e roupa) muito mais descontraído, no entanto o fundo branco com a camisa branca não são, na minha opinião, a melhor escolha.
O gradiente de cor nas letras torna a leitura difícil, bem como o pouco espaçamento entre linhas. Conclusão: no geral acho que não está muito bem conseguido.
Esta outra face em tudo se assemelha ao outdoor que acabámos de analisar. Não me choca que o candidato tenha um visual diferente em vários formatos no entanto parece-me pouco coerente ter numa face o candidato formal de fato e gravata e numa outra face de “mangas arregaçadas” e com um visual informal.
A análise na aposta online ficará para um novo artigo.
Esta primeira imagem foi alterada. Apagou-se o símbolo do partido que sustenta a candidatura.
Olhando para o cartaz, à primeira vista, de que partido é este candidato?
Cliquem em “ver mais…” para ver o cartaz original.