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Oeiras :: PSD

análise de João Gomes de Almeida, em 06.06.13

 

Moita Flores já está no terreno com a sua campanha há algum tempo e nós só agora vamos proceder a esta análise. Falha minha, que me tinha comprometido com o Carlos e com o Rodrigo há bastante tempo. Mas depois de muito de reflectir sobre a mesma, finalmente cheguei às minhas conclusões.

Em primeiro lugar um aplauso: finalmente uma campanha com uma ideia! É isso mesmo, esta é a primeira campanha autárquica deste ano que tem verdadeiramente uma ideia criativa nos seus materiais de comunicação. Não estou com isto a dizer que esta ideia seja muito criativa, mas a verdade é que os responsáveis da candidatura procuram um conceito e conseguiram fazer uma materialização, que a bem ou a mal, conseguiu romper com aqueles que são os códigos ditos "normais" de uma campanha política.

De seguida um apupo: a assinatura "Uma nova ambição" é um cliché que não diz nada, nem significa coisa nenhuma. A materialização gráfica desta campanha merecia algo melhor do que uma assinatura que já foi usada umas centenas de vezes por uns outros tantos candidatos. Percebam de uma vez por todas que "nova ambição", "mais ambição", "mudar de rumo", "continuar a obra", são expressões tão batidas que já não servem para captar a atenção do consumidor. Perdão, eleitor (raios parta a publicidade).

Um novo aplauso: a direcção de arte desta campanha é boa e as fotografias têm qualidade. A fonte está bem escolhida e o headline é curto e claro na mensagem que quer transmitir (tal como deve ser), no entanto, peca um pouco na formulação criativa.

Outro aplauso: foi bem pensado não colocar logo de início o rosto do candidato. Moita Flores tem notoriedade suficiente para se fazer valer apenas pelo seu nome, sem precisar de uma fotografia associada. Esta mensagem subliminar é bem passada na campanha.

Em suma, esta é uma campanha razoável, mas bastante boa para o que estamos habituados na política autárquica. Haja mais algum arrojo, ponham de lado a porcaria dos clichés, invistam na criatividade e esta candidatura tem pernas para fazer umas coisas bonitas.

 

 

 

 

 

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publicado às 00:18


Ao que venho

análise de João Gomes de Almeida, em 14.05.13

É bom estar de volta quatro anos depois, perceber que ainda existem campanhas políticas e que a democracia ainda mexe, ainda que cada vez mais diminuída aos olhos da população. Mas qual população? O povo! Povo que de quatro em quatro anos vê os seus concelhos e freguesias invadidos por outdoors, flyers, mupis, canetas e carros de som dos mais variados partidos e muitas vezes excêntricos movimentos de cidadãos independentes. 

O Imagens de Campanha aparece no meio desta confusão, com o objectivo de mostrar, entreter e escrutinar a propaganda que se publicita nestes dias. Lançando um olhar atento sobre o que de melhor se vai fazendo por aí e também sobre o que de pior nos é dado a conhecer.

Bem... Os meu colegas de blog são dois reputados especialistas de comunicação, que provavelmente e naturalmente vão incidir sua análise na estratégia e na mensagem das candidaturas. Eu, como publicitário, vou ter que ceder ao defeito de profissão e centrar-me mais na chamada dramatização da mensagem, ou se preferirmos na imagem em si própria. Tendo sempre duas abordagens de cada peça: o grafismo (a chamada direcção de arte) e o texto (o dito copy). 

Eleitores, tenho pois que vos dar um conselho honesto: um candidato que aprova uma imagem de campanha foleira ou com pouco cuidado estético é por norma um tipo com mau gosto, que se tornará um autarca com mau gosto e que acabará por poluir visualmente as vossas cidades com mamarrachos arquitectónicos, parolices ditas culturais e iniciativas duvidosas, sem interesse e que ficam a dever muito à criatividade.

 

Senhores candidatos, agora falo para vocês. Se não querem passar esta ideia lanço-vos dois desafios:

 

1) Abandonem os headlines (ou slogans) em tom de cliché, do tipo: um novo rumo, uma nova ambição, unir qualquer coisa, juntos coisa e tal, fazer mais, fazer melhor, uma equipa que qualquer coisa e outras coisas assim do género.

2) Aconselhem-se com profissionais de design e direcção de arte capazes de darem uma imagem interessante e com bom gosto (e não, não é discutível) à vossa campanha.

 

Mas, caros putativos autarcas, não poderia dizer tão mal sem no final vos deixar algum alento. Por isso, aqui ficam algumas boas campanhas que já se fizeram na política em Portugal. É favor inspirarem-se.

 

 

 

 

 

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publicado às 14:12


Prior Velho

análise de João Gomes de Almeida, em 07.10.09

 

 

1º comentário: Grande fundo. Ao qual dedico esta música:

 

2º comentário: Merece o quê?

 

3º comentário: Loures por paixão? Sou comprometido.

 

4º comentário: A foto nem é assim tão má.

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publicado às 19:04


Mira

análise de João Gomes de Almeida, em 07.10.09

 

 

O que dizer mais sobre Mira? Não é só o PS que tem maus cartazes. Começo mesmo a pensar que o amadorismo destas campanhas pode levar a que se instalem várias agências de comunicação nesta vila do nosso país. Para este efeito sugiro aos directores de campanha de Mira que consultem este site - trata-se do site da APECOM (Agência Portuguesa de Empresas de Conselho em Comunicação e Relações). Aqui podem ter acesso aos magníficos contactos de magníficas empresas que vos podem ajudar.

Quanto a este cartaz do PSD, o jogo cromático é estranho (azul, verde, laranja e preto), a fotografia nem merece comentários e a utilização de três slogans em simultâneo só cria confusão na cabeça dos eleitores. Em suma, mau.

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publicado às 09:30


Mira

análise de João Gomes de Almeida, em 06.10.09

 

 

 

Estes são os outdoors de João Reigota, candidato à Vila de Mira pelo Partido Socialista. De notar que o Sr. Reigota, que no seu site se apresenta como "professor" não tem mandatários, mas sim "manditários". Confirmem vocês, do lado esquerdo do site.

Quanto aos outdoors em si: são péssimos. Em primeiro lugar o slogan é banal e é utilizado em mais uma centena de campanhas autárquicas um pouco por todo o país. As imagens de fundo são de um mau gosto imenso e a confusão gráfica é enorme. A começar pelos três slogans utilizados em simultâneo, passando pela utilização do símbolo do PS mais o da vila e depois pelo jogo de cores. Desde quando alguém conjuga vermelho com lilás e azul? Quanto à confusão gráfica apenas mais uma nota: tanto o site como as letrinhas pequeninas em baixo são completamente ilegíveis.

 

A única nota positiva nestes cartazes é para a fotografia, muito melhor do que isto:

 

Este sim é ainda mais medonho. Desculpem a franqueza.

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publicado às 18:00


Imagens de campanha

Compilação e análise de imagens das Campanhas Portuguesas (e não só). Cartazes, folhetos e materiais digitais (e outros). O melhor e o pior. Os verdadeiros e não só.

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