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Vila Nova da Barquinha :: PS e PSD

análise de Rodrigo Saraiva, em 29.08.13

Diz a história que o PS ganhará tranquilamente a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha. Apenas por uma vez, em 1985, o PSD conseguiu vencer as eleições locais. De resto o mapa foi sempre rosa. Diz a história que será difícil ao PSD aproveitar a mudança de protagonista. O actual presidente é mais um abrangido pela limitação de mandatos e o PS aposta num actual vereador, Fernando Freire.

O slogan escolhido é daqueles que tanto dá para uma candidatura de continuidade mas sem falar nisso, que é o caso, como para quem vai em oposição e tem noção que as pessoas por natureza são resistentes à mudança. “A mudança tranquila”, um slogan já utilizado em outros anos, outras eleições e outras localidades. Graficamente o cartaz não está mal, embora não seja fã deste tipo de fundo, houve um cuidado na colocação dos elementos em harmonia com o fundo. Todos os elementos são bem visíveis, slogan e imagens, o que é importante. O símbolo da candidatura está bem conseguido e traz mais alguma cor ao cartaz. A única coisa que não gosto no cartaz é a fotografia, não sei se pela dimensão ou, posso estar a ser levado ao engano pela fotografia ao cartaz, pela dificuldade em ver os olhos do candidato.

O PSD apresenta um cartaz que é mais um que gostava de ver como resulta num formato maior, na horizontal (um 8x3). Olho para este cartaz e acho que resultaria muito bem. Tal como na campanha do PS em Abrantes optam por uma fotografia da terra, neste caso o Castelo, distorcida. Os locais reconhecem e envolvem-se e a fotografia não tira o foco às mensagens. Neste cartaz encontro um dos melhores slogans para mim. Simples e genial. Jogo de palavras com os nomes da terra e candidato. “Barquinha (mais) Valente”. Gosto muito. Bom lettering e graficamente bem construído com o “+” dentro de um coração. Depois surge mais uma frase. “Contamos com todos”, é algo banal, mas que é inclusivo e cai bem. A fotografia do candidato está bem conseguida, mas neste suporte ocupa inevitavelmente muito espaço. 

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publicado às 16:57


Abrantes :: PS

análise de Rodrigo Saraiva, em 29.08.13

Hoje regresso a Abrantes, terra onde os meus olhos ficaram queixosos, para um momento de compensação e a minha vista ficar regalada.

Em Abrantes encontramos mais uma campanha, pelo menos no que diz respeito a cartazes, fantástica e que vai directa para o top de preferências. Está de parabéns a equipa criativa e a candidata do PS, a actual presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque.

Em termos de grafismo (imagem, fotografias e lettering) a fazer lembrar os excelentes cartazes do PS em Setúbal. Fotografias da terra no fundo, algo distorcidas para não roubarem o destaque às mensagens e às fotos de abrantinos, devidamente identificados. “Abrantes (destaque à terra) o nosso concelho”, é um slogan a puxar pelo orgulho à terra. Depois as pessoas a segurarem um quadro branco, que foca a atenção, com mensagens que demonstram o querer que têm em Abrantes e a qualidade que afirmam existir. O casal de reformados fala em solidariedade e a jovem em futuro. E este quadro tem o pormenor genial de sair para fora da estrutura do outdoor, que dá ainda mais força e energia ao cartaz.

Só posso aplaudir ver suportes de comunicação política a utilizarem ideias que já vi em outros tipos de comunicação, mas raramente se vê em política. O cartaz é complementado com o símbolo do PS, o nome da candidata (que abdica de destaque) e o endereço da página do facebook.

Ao nível das freguesias o PS insiste no slogan com o nome do concelho, na linha gráfica e no pormenor do quadro a ser segurado, mas aqui pelos candidatos, sempre com o cabeça de lista ao centro. Independentemente da freguesia todos com a mesma mensagem “Aqui, somos mais próximos”, uma boa mensagem para aquele que é o órgão de maior proximidade com a população. E só no final a referência à freguesia. Pelas fotografias que nos chegaram podemos ver que nem em todos foi feito o efeito do quadro sair do cartaz. Perde o efeito de maior dimensão, mas até assim o cartaz resulta bem.

Nestes cartazes das freguesias encontro o único pormenor onde apresento uma crítica. Bem sei que faz sentido assim pois bate certo com o slogan igual para todas as freguesias e em que o foco é o Concelho. Também é verdade que dava trabalho percorrer as (se não me engano) 13 freguesias. Mas acho que só valorizava e criava mais afecto com os eleitores se a fotografia de fundo fosse diferente e de cada uma das freguesias.

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publicado às 09:07


Portalegre :: PSD/CDS, PS, CDU e CLIP

análise de Rodrigo Saraiva, em 28.08.13

Hoje viajamos até a mais uma capital de Distrito. Portalegre é certamente a terra que inspirava o boneco de Odete Santos quando gritava “o Alentejo ainda há-se ser nosso outra vez”, pois o PCP nunca governou esta autarquia. Entre PS, AD (um mandato em 1979) e PSD, as gentes de Portalegre só em 2009 deram um terceiro mandato consecutivo, nesta caso ao PSD, que em 2001 recuperou a presidência com a candidatura do independente José Mata Cáceres. Este viria a renunciar à presidência em Junho de 2011, deixando na presidência, a também independente, Adelaide Teixeira.

Esta alteração criou a situação insólita de Portalegre ter marido e mulher a presidirem aos órgãos municipais, pois a Assembleia Municipal era presidida por Antero Teixeira, anterior presidente do PSD local.

 

Chegados a 2013, Adelaide Teixeira tinha a ambição de continuar a presidir à autarquia, mas o PSD, depois de umas eleições internas com “sabor” a primárias, não esteve em sintonia, fazendo um balanço negativo deste último mandato. O PSD decide então coligar-se com o CDS e apresentar Jaime Azedo, médico, que presidiu à Assembleia Municipal de 2001 a 2009, tendo como candidato à Assembleia Municipal José Matos Rosa, deputado e Secretário-geral do PSD. Adelaide Teixeira decide avançar como independente e cria o CLIP (Candidatura Livre e Independente Por Portalegre). Um cenário a abrir esperanças ao PS para reconquistar a presidência da autarquia, que aposta em José Pinto Leite, coordenador nacional do Programa Polis entre 2005 e 2012, actual vereador sem pelouros na Câmara de Portalegre, depois de ter sido o número 2 do PS em 2009. A CDU que em vários mandatos elegeu vereador aposta em Luis Pargana, um homem da máquina comunista, sendo actualmente Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal da vizinha Crato, e que entre 2001 e 2005 foi vereador com pelouros em Portalegre e, dizem várias fontes, é um homem bem quisto na terra. Há ainda a candidatura do Bloco de Esquerda que apresenta José Manuel Basso, ex presidente da Câmara Municipal de Nisa (até 2001) pelo PCP.

 

Desculpem o longo enquadramento, mas são análises que ajudam a perceber melhor os possíveis resultados e, logo, as estratégias (quando existem) das várias candidaturas, o que deverá ter implicações nas imagens de campanha.

 

E vamos então às imagens e mensagens da campanha em Portalegre, a capital autárquica das silhuetas e skylines (já vão perceber).

Adelaide Teixeira, a candidata do CLIP, aposta na simplicidade. Cartaz com os elementos básicos: fotografia e nome da candidata, símbolo da candidatura (neste caso do movimento) e slogan, que junta o nome da terra. “Portalegre , a vontade que nos une” é um bom slogan, que coloca o foco na terra e que reforça a imagem de independência. Penso que seria mais agregador e eficaz se tivesse ficado por um “Portalegre, o que nos une”. O lettering podia ser outro, mas este solidifica a aposta na simplicidade. Já aqui dissemos várias vezes que gostamos da aposta em silhuetas / skyline das localidades (e a Virginia faz aqui a aposta que é mesmo a moda da campanha 2013), o que neste cartaz está também bem conseguido. A aposta das cores vai para o preto e amarelo, as cores de Portalegre, mas parece-me que podiam ter saído um pouco desta linha e colocado mais uma cor, muito provavelmente na roupa da candidata.

O CLIP tem ainda cartazes direccionados às freguesias, sendo uma natural declinação do cartaz geral, insistindo no slogan geral e introduzindo referência à freguesia, neste caso Urra e foto e nome dos (imagino eu) 3 primeiros elementos da lista à Junta de Freguesia. E note-se a diferença que faz o vermelho do polo de um dos candidatos.

 

O candidato da coligação PSD/CDS opta pelo verde, cor da esperança, e o slogan é o nome da coligação. “Portalegre com Orgulho” não é totalmente original, mas é um slogan positivo e motivador. Surge em duplicado no cartaz o que embora redundante não crítico, pois a forma como está colocado na parte inferior é já a remeter para como a coligação irá surgir no boletim de voto. Neste cartaz em que surgem os dois cabeça-de-lista numas fotos formais qb, eis que também se visualiza uma silhueta da localidade (as gentes de Portalegre querem-nos fazer a vontade). No global um cartaz que cumpre os objectivos e não compromete, onde a única coisa que não gosto … sim, claro está … são as ondinhas. É nestas que surge ainda um rasgo de laranja, que acaba por trazer mais alguma cor ao cartaz, para além dos azuis das gravatas, e permite que não sejam criticados por estarem a esconder a cor de um dos partidos da coligação.

A coligação “Portalegre com Orgulho” tem também cartazes direccionados às Freguesias e são uma declinação do cartaz global, com uma grande diferença que é o candidato à Câmara surgir aqui mais informal, sem gravata. PSD/CDS optam por colocar fotografia de dois candidatos, calculo que pelo facto de ser cada um originário de uma das duas freguesias que compõem a nova freguesia. No cartaz da freguesia surge ainda o slogan “Juntos por …” complementado com a referência ao nome da novel freguesia. O lettering deste podia ser o mesmo do slogan principal.

 

E do Orgulho para a Força. Do verde para o azul.

O PS optou nesta primeira fase pela colocação de cartazes logo direccionados também para as freguesias, com fotografia do candidato à Câmara e do cabeça-de-lista à Freguesia respectiva, ambos em camisa. Pelo que consegui apurar numa segunda fase irão surgir cartazes só com foco na Câmara Municipal e aqui aposto que vão colocar o candidato em fato e gravata. Na capital do concelho, embora a freguesia seja a de Sé e S. Lourenço, o PS surge com o slogan “Portalegre com Força”, um slogan igualmente positivo e motivador. O cartaz tem ainda um segundo slogan, onde fica patente que o PS vem em oposição. “Competência para Mudar”, tanto pode ser referente ao candidato como um apelo ao eleitorado. Este slogan parece fazer parte de um símbolo de candidatura que tem … (e sai um hat-trik) … uma silhueta da cidade. O cartaz está graficamente bem conseguido, sendo que o único pormenor que o enfraquece é não terem deixado o fundo apenas em azul, pois os riscos, mesmo que suaves, de branco reduzem a leitura do símbolo da candidatura. Última nota para algum excesso de maquilhagem no candidato.

 

Chegaram-nos ainda mais dois cartazes do PS que demonstram uma campanha bem harmonizada em termos de cartazes (diria que em Portalegre andaram todos a ler os mesmos manuais), o que demonstra estratégia e que existe uma linha orientadora nos materiais de campanha. São dois cartazes de outra freguesia, a de Urra, que seguem a mesma linha do cartaz que acima vimos. E para além de disso, houve ainda o cuidado de adaptar o cartaz, não apenas à freguesia, mas às localidades, pois para além de um destacar Urra, a sede da freguesia, o outro destaca Caia, a localidade onde foi colocado.

E aqui terminam os elogios aos cartazes do PS e à sua estratégia harmonizada e com um fio condutor. É que por muito que eu goste de ver uma campanha bem pensada e a fazer sentido, através de estratégia e harmonização, por vezes devemos parar e, se necessário, fazer umas mudanças e/ou adaptações.

Caia e Urra, aliás os fregueses e eleitores destas localidades, mereciam outro slogan. O “…com Força” encaixa bem em Portalegre, mas “Caia com força” e “Urra com força” … enfim. E não vinha mal ao mundo que o slogan aqui fosse outro, até porque olhando ao cartaz (e ao facebook) o slogan “Competência para Mudar” podia fazer o papel de fio condutor e harmonizador da mensagem.

Bem, não foi fácil, mas acho que consegui abstrair-me do “Caia com força” para fazer uma justa análise às imagens de campanha do PS.

 

E para finalizar eis o cartaz da CDU. E “Alerta! Alerta!”.

Não fosse o facto de ali estar o “Confiança na CDU” e os logótipos de PCP e PEV e eu diria que este cartaz era de outra força política.Afinal começamos a ver alguns materiais e imagens da CDU a saírem do manual da Soeiro Pereira Gomes. O slogan é um simples “a Oportunidade de Mudar”, conjugado com “Em Portalegre”. E reforçado pelo nome do candidato e um “O nosso Presidente”. E eu aqui questiono-me de como andarão as sondagens em Portalegre? Estas mensagens demonstram ambição de disputar vitória. Não sei se a CDU o poderá realmente fazer, mas é curiosa esta opção. Pena que se veja pouco a CDU a apostar em cartazes maiores para criar mais dinâmica de campanha. Mas voltando ao cartaz, uma boa foto do candidato, com um forte sorriso. E um desenho que embora não me diga muito (não sei se terá alguma conotação cultural a Portalegre) transmite ainda mais alegria ao cartaz (para além do sorriso do candidato).

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publicado às 14:31


Sintra :: PND

análise de Rodrigo Saraiva, em 28.08.13

Para analisar os cartazes  da candidatura de Nuno da Câmara Pereira à Câmara Municipal de Sintra e por se tratar de uma campanha com algo de emocional decidimos convidar uma apaixonada por Sintra e pela comunicação. Esta análise é da responsabilidade de Cátia Domingues. Esperemos que gostem. E que Sintram a diferença.

 

Sintra é o meu berço. Penso que é essa a razão que me faz ser mais sensível às eleições de Sintra do que às de Lisboa. É como se Sintra fosse um bebé perfeitinho e cheiroso, não é qualquer um que chega e pode ficar a tomar conta dele.

Por estar habituado às câmeras, já sabemos que o Nuno da Câmara Pereira tem muita telegenia. Mas agora as suas câmaras são outras.

O Partido da Nova Democracia é o partido patrocinador da sua candidatura à câmara municipal de Sintra.

À primeira vista pode não fazer muito sentido, dado que o candidato, e os membros da lista, não têm qualquer filiação partidária, e toda a gente está careca de saber que ele e o irmão andavam pelo PPM.

No entanto, na sessão de apresentação da sua candidatura, Nuno da Câmara Pereira explica, “não temos estrutura suficiente para a recolha de 4500 assinaturas”.

Ah. Certo.

Nota-se que este outdoor é de uma fase inicial da campanha.

Não desgosto da fotografia de banco de imagem, nem da pose solta do candidato. No entanto, percebe-se que não houve muita preocupação com a montagem dos elementos da imagem, nomeadamente no que diz respeito ao trabalho de luz.

Sint(r)a a diferença com o Nuno

Ok.

O recurso ao trocadilho já é mau, mas pior do que um trocadilho é explicarem esse mesmo trocadilho. Tipo, é para Sintra não é? Então, porque o Nuno quer mudar as coisas, vamos pôr: Sintra a diferença. E o melhor é que se retirarmos o ‘r’ a Sintra, fica o quê? Sinta! Sinta a diferença. BAM! Mas como é uma coisa extremamente inteligente, e por isso difícil de entender, vamos explicar, mesmo no outdoor, o trocadilho, dentro do trocadilho.

Se bem que compensaram este desastre ao fechar só com Nuno. Só Nuno. Aliás, Nuno da Câmara Pereira até é um bocado beto. E o Nuno está em casa. Toda a gente conhece o Nuno. Só Nuno é de amigo.

Gosto desta proximidade que tenta criar.

A partir daqui, o Nuno estraga tudo.

 

Neste sentimos, realmente, a diferença. O Nuno, que já é da Câmara Pereira, mas sem acento, prova aos cidadãos que realmente cumpre o que diz.

Na imagem,  Nuno da Camara Pereira aparece a usar tons clarinhos, veraneios, mas com um ar que não encaixa muito bem na paisagem de final de tarde. Ar de quem foi à praia mas estava muito vento e teve de se vir embora mais cedo.

O ruído visual é tanto que uma pessoa não sabe o que ler primeiro.

O tipo de letra é do mais antiquado e sem personalidade, sem falar nos batentes que já não se usam desde a primeira dinastia.

E, por fim, novamente o magnífico trocadilho “Sintra a diferença!” (Mas já sem a explicação da piada, porque já deu mais que tempo suficiente para as pessoas perceberem). ‘Sintra’ a vermelho, porque o amor é assim, e uma cereja, em forma de ponto de exclamação, para lermos isto aos gritos.

O melhor disto tudo ainda é a estratégia da campanha, que é a de fazer menos promessas para gerar mais confiança das pessoas. O que é super arrojado.

Eu estou ansiosa para ler o programa da candidatura. Suspeito que será uma monofolha.

Finalmente, termina com o logo do PND e um X no canto inferior, caso alguém queira fechar a janela.

 

Esta segunda versão de outdoor segue a mesma linha de coerência (a visual, porque a intenção de ‘menos promessas’ ficou lá atrás):

Fotografia do candidato: Check

Trocadilho: Check.

Ruído visual: Check

O ‘X’ para fechar a janela: Check

E neste cartaz, repleto de batentes, o Nuno da Camara Pereira continua a usar a sinalética matemática para poupar nos caracteres.

Aqui o que muda é a paisagem, passamos para a vista nocturna do maravilhoso Palácio da Pena, porque o Nuno da Camara Pereira é um candidato que também conhece a noite.  Não fosse ele mais conhecido como fadista.

Resumindo, a coisa que faz mais sentido nesta campanha é o facto do Nuno da Câmara Pereira ser assumidamente monárquico e, se há coisa que não falta em Sintra, são Palácios e Castelos.

Caso ganhe, sugiro que assine só com Nuno, o da Câmara.

 

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publicado às 09:12


Ponta Delgada :: PSD, PS E CDS

análise de Carlos Furtado, em 27.08.13

Este post deveria chamar-se, os meus, os teus e os nossos, ou melhor, o nosso, o novo e o que nem por isso. Percebeu? Imagino que não, mas lá chegará a hora em que tudo será mais claro.

 

Para já olhemos a situação política em Ponta Delgada.

Os Açores ao nível de eleições deverão ser analisados na métrica A.MA e D.MA. Ou seja Antes do Mota Amaral e Depois do Mota Amaral, mas sendo certo que as eleições para as câmaras escapam um pouco a esta lógica, ainda assim o resultado em 2009 foram 11 câmaras para o PS e 7 para o PSD confirma esta teoria. No entanto em 2005 o resultado era exactamente o inverso. Mas centrando-nos em Ponta Delgada a câmara é PSD que candidata o seu actual presidente, José Manuel Bolieiro, que em 2009 estava em segundo lugar na lista que teve 60,69% dos votos, um curioso resultado como diria Mota Amaral, contra 31% do PS.

Ou seja, temos um candidato presidente, José Manuel Bolieiro, um candidato a presidente, José Contente do PS, e um candidato que não imagina possa vir a ser presidente, Pedro Pereira, mas que procura melhorar o resultado para o CDS.

 

Vamos então ao cartazes começando pelo do PSD.

Simples, directo, limpinho limpinho, que cumpre os objectivos a que se destina. Uma boa foto, um bom jogo de “azuis” com as letras em branco. Tão simples e tão eficaz. Noto apenas a falta das indicações da web, sendo que o sítio oficial do candidato existe e como tal não foi aproveitado o cartaz para espalhar “a boa nova”. Mas claramente aprovado este cartaz.

 

Vamos então ao cartaz do PS.

 

Era escusado usar as barras amarelas e vermelhas. Ao que se junta ainda a cor avermelhada da palavra “Ponta Delgada” mais o da “Ação e Coração”. Ficamos a saber que o homem é de acção e tem bom coração. Quem será o médico? E? ah, é o novo presidente. Não sei a ordem pela qual foram colocados os cartazes, e se houve fuga de informação mas claramente diria que o do PS vem em resposta ao cartaz do PSD. Mas mesmo que o não seja, o slogan “Novo Presidente” é bom mas deveria ter algo mais de suporte do que as características do candidato. E que ainda por cima são fraquitas. Claramente este cartaz perde para o do PSD.

 

E chegamos ao do CDS.

Em que temos ondas em quantidade, picotados idem aspas e tipos de letras para vários gostos. Vá lá que não abusaram da paleta de cores e mantiveram-se no azul. Uma particularidade é que nenhum deles é o do CDS e mesmo o logo não está conforme as normas do partido. Graficamente o cartaz é pobre, mas pelo menos não nos fere em demasia os olhos. Mas o slogan é bom, dando uma nota de desprendimento e de liberdade, o que vai de encontro à vontade das populações, que é de ter políticos ao serviço do concelho e não concelhos ao serviço dos políticos.

 

Em resumo se ordenasse os três, em primeiro ficaria o do PSD, em segundo o do CDS e em terceiro o do PS.

E ainda se lembra como comecei o post? ok, fico mais descansado.

 

Nota: por lapso o post inicial ia com uma crítica ao apelo ao voto por parte dos socialistas. Fui alertado que a lei já permite esse apelo. Agradeço a quem me corrigiu, e peço desculpa aos leitores pelo erro e em especial aos directamente visados no meu post.

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publicado às 15:15



Imagens de campanha

Compilação e análise de imagens das Campanhas Portuguesas (e não só). Cartazes, folhetos e materiais digitais (e outros). O melhor e o pior. Os verdadeiros e não só.

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