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Mafra :: PS

análise de Rodrigo Saraiva, em 18.07.13

Mafra é mais um concelho que, por via da lei da limitação de mandatos, vê sair do palco político um dos dinossauros autárquicos. Consta que não foi uma saída pacífica, mas Ministro dos Santos não será mais Presidente da Câmara Municipal de Mafra. Esta é uma certeza. Quem será o próximo? Não haverá certezas. Resta saber se o Parque Desportivo Municipal Engenheiro Ministro dos Santos, na sede do Concelho, ou o Pavilhão Municipal Eng.º Ministro dos Santos, na freguesia da Malveira, serão rebaptizados.

É preciso recuar a 1976, as primeiras eleições autárquicas, para assistir à única vitória do PS em Mafra. Em 1979 e 1982 saiu vitoriosa a AD e em 1985 o PSD vence, mantendo a presidência até hoje, sempre com Ministro dos Santos como Presidente. Curiosamente foi em 2005 e 2009 (campanha aqui analisada) que obteve dos melhores resultados.

O PSD aposta em Hélder Silva, ex Vereador e actual deputado. O PS em Elísio Summavielle, ex Secretário de Estado da Cultura, que se faz acompanhar para a Assembleia Municipal da escritora e militante comunista Alice Vieira. Na corrida surgem ainda Alves Pardal pela coligação CDS/MPT/PPM e Rogério Costa pela CDU.

 

Comecemos então a análise dos cartazes do PS e vou já ao final, são cartazes que cumprem e não mais do que isso.

A fotografia do candidato está bem conseguida, mas era dispensável aquela gravata com riscas (vá lá, que em outros materiais de campanha já surge com uma gravata lisa). Depois, qual é afinal o slogan? “Semear o futuro” (que está bem conseguido e permite boas declinações em fases posteriores e outros materiais de campanha) ou o banal “Mafra à Frente”? O tom de azul, tendo em conta a opção de fundo branco, podia ser um pouco mais forte. E a escolha de colocação de elementos no cartaz não é a melhor. Veja-se o que acontece, numa primeira leitura, devido à colocação de elementos e opção cromática. A leitura começa em “o futuro”, do slogan em cima, e continua na frase logo abaixo que tem a mesma cor.

E agora analisemos um outro cartaz deste mesmo candidato.

Mantém o erro dos dois slogans, mas já não o faz na opção cromática. Aqui é um cartaz “georreferenciado”, pensado para estar presente na Ericeira e Ribeira D’Ilhas e por isso a opção cromática nas letras fica toda no azul. Ideia reforçada pelo claim “um mar de boa onda”. Neste cartaz talvez fosse dispensável o “semear o futuro”. E para terminar o detalhe mais fascinante do cartaz. Eis o candidato de camisa de Jagoz (os nativos da Ericeira). Uma aposta arrojada, mas que arrisco dizer que os locais irão gostar. Só me parece que a foto do candidato devia estar em outra posição, algo mais descontraído.  Este cartaz merece, claramente, nota mais positiva que os de cima. E arrisco dizer que no balanço final destas autárquicas ficará nos destaques.

Nota de curiosidade e que é destacada no facebook da candidatura aquando da referência aos cartazes no Diário de Notícias, o designer da candidatura é o filho do candidato.

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publicado às 09:36


Candidatos no Facebook

análise de Virginia Coutinho, em 16.07.13

Uma das plataformas em que grande parte dos candidatos destas autárquicas têm apostado é o Facebook.

O João Santana Lopes organizou uma lista com as páginas de vários candidatos destas Autárquicas.

Sendo uma lista completa e relevante não quisemos deixar de a partilhar aqui.

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publicado às 11:05


Lisboa :: PS :: Online

análise de Virginia Coutinho, em 15.07.13

A  análise geral da campanha de António Costa já foi aqui realizada. Prometi analisar a aposta do candidato nos meios online, nesta campanha que me atrevi a denominar “à la Obama”.

 

Nos outdoors analisados o website e o QR Code (já foi comentado o quão pouco eficaz é colocá-lo num outdoor) são dois elementos de destaque, o que demonstra a grande aposta nos meios digitais.

 

De forma a facilitar a análise, ela será feita por plataforma:

 

Website:

  • A identidade gráfica é congruente: o layout é o mesmo que encontramos nos outdoors.
  • O website é pobre mas admito que não o achei de difícil navegação.
  • Não sou fã das mensagens rotativas no website.
  • No que diz respeito à optimização do website para os motores de busca (SEO), o trabalho poderia ter sido mais aprofundado. Existem sérias lacunas ao nível da programação e ao nível do conteúdo, nomeadamente no que diz respeito à sua optimização. Podem ver mais informações aqui.
  • Quando acedemos ao website os botões das redes sociais aparecem-nos no canto superior esquerdo. Entre esses botões está o do “Instagram”, que não nos direcciona para lado algum. Mencionarmos uma rede e colocarmos um botão para a mesma quando não temos lá presença é errado. Acrescento que ao passarmos o rato por cima do ícone nos apercebemos que a designaram de “Instangram” e não de “Instagram”, o seu verdadeiro nome. Um pequeno pormenor.

 

 

Website- análise de conteúdo:

Um dos chavões que encontramos no website é "crowdfunding", ou financiamento colectivo. Esta é, na minha opinião, uma excelente iniciativa. É já uma prática frequente noutros países e mesmo cá dentro temos assistido ao nascimento de várias plataformas deste tipo, cujo objectivo é angariar dinheiro para os mais diversos projectos ou empresas. António Costa conseguiu já 45% do valor pedido, através da plataforma ppl.com.pt. As doações podem ser de apenas 2 euros e consoante o valor é atribuído um pequeno prémio. A mecânica é a correcta e está a resultar. Ver aqui.

 

O restante conteúdo é relevante: eventos da campanha, os candidatos das juntas de freguesia,… . No entanto, existem opções que se estivermos a usar o Safari não consiguimos aceder, como o menú “candidatos- assembleia municipal”. 

 

 

Social Media:

Existe um aposta em vários tipos de social media, como o Flickr e redes sociais como o Youtube, Twitter e Facebook. O Instagram é também mencionado mas o candidato não tem presença nesta rede, o que até me parecia uma excelente ferramenta para demonstrar um lado mais descontraído.

 

Facilmente nos apercebemos de que não existe coerência entre as várias redes sociais. Optam por colocar a fotografia de António Costa nas imagens das páginas de Facebook, YouTube e Twitter mas esta nem sequer é a mesma em todas as plataformas. Para além disso o nome de utilizador difere de plataforma para plataforma, desde “costa2013Lx” (Twitter),  “JuntosporLisboa” (YouTube).

 

O Twitter tem sido utilizado apenas para replicar o conteúdo do Facebook. Conta apenas com 17 seguidores e 21 tweets. O Twitter deveria ser aproveitado como uma plataforma de social listening mas, pela pouca interacção com os seguidores, não acredito que esteja a cumprir esse objectivo.

 

Em relação ao Facebook, sou sempre bastante crítica quanto à forma como os nossos políticos usam (ou não usam) esta rede social. Acredito que a proximidade com o votante e a humanização do candidato são pontos fulcrais em comunicação política e esta é uma plataforma excelente para o fazerem. Em Portugal é usado apenas como mais um veículo de comunicação institucional e nesta campanha não é diferente. Embora na descrição da página da campanha de António Costa se mencionem palavras como “dialogar” e “interagir”, na verdade todas as interacções feitas pelos seguidores não têm resposta, quer sejam positivas ou negativas.

O conteúdo é institucional, partilha de eventos, fotografias da campanha e até partes do discurso político. O candidato é referido na terceira pessoa, o que nos leva logo a deduzir que não será ele a partilhar conteúdo.

 

Conclusão, o website ocupa um lugar central na campanha e a tendência é mesmo essa. No entanto, a sua execução levanta muitas dúvidas.

O candidato optou por ter também presença em várias plataformas sociais, contudo ter uma boa presença (o que é totalmente diferente) requer muito tempo, dedicação e uma estratégia, o que não se verifica.  

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publicado às 09:20


Angra do Heroísmo :: PS

análise de Rodrigo Saraiva, em 11.07.13

Angra do Heroísmo divide a sua história autárquica entre PSD e PS. O partido laranja presidiu a autarquia de 1976 a 1997, ano em que o PS venceu. Nota de curiosidade, em 1993, última vitória do PSD, a candidatura opositora foi uma coligação entre PS e CDS. Em 2009 o PS voltou a ganhar, mas depois de maiorias confortáveis em 2001 e 2005 vê o CDS, com Artur Lima, o líder regional, roubar-lhe votos e elege um vereador. O PSD manteve a votação. Poder-se-á dizer que este último resultado deve-se à instabilidade transmitida pelo PS na troca de presidentes de Câmara, que desde a saída de Sérgio Ávila, o vencedor em 1997, não encontrou um presidente duradouro, e um bloco dos eleitores preferiu dar confiança a Artur Lima que anteriormente nas eleições regionais tinha tido um bom resultado para o CDS a nível regional e estava em alta.

Em 2013 o PS, talvez atento a este cenário e apostado em não perder esta emblemática autarquia, apresenta como candidato um político de notoriedade regional, ex secretário regional de diversas pastas nos governos de Carlos César. Álamo Meneses desafia-se a manter o PS na liderança da autarquia.

O facto de o candidato ser sobejamente conhecido permite que nos primeiros cartazes se abdique de colocar a sua fotografia, havendo apenas referência ao nome. O destaque vai para a terra através de fotografias que demonstram a terra e o mar, sendo o cartaz complementado com dois slogans: “Angra mais forte” que surge destacado em tamanho, lettering e cores e “uma ilha com futuro”. Uma conjugação de imagens e mensagens que demonstra o acreditar na terra e nas suas gentes e uma visão positiva e de futuro.

Esta opção de cartaz com fotos de fundo e os elementos colocados em cima precisa de ser bem trabalhada, na perspectiva de ser um cartaz de rua. São imagens que funcionam certamente bem em redes sociais. Na rua, enquanto elemento a ser visionado na maioria dos casos por quem está de passagem, dificulta a transmissão da mensagem. Nestes cartazes parece-me ainda que as fotos poderiam ser melhores. Estes foram os que nos fizeram chegar. Fico curioso por saber se irão haver mais, com outras fotos de Angra.

O Cartaz é complementado com o símbolo do PS e o endereço da página no facebook.

São cartazes que acabam por levar nota positiva.

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publicado às 16:50


Recordar é viver

análise de Rodrigo Saraiva, em 11.07.13

imagem de uma campanha presidencial, pertinentemente recordado hoje no facebook pelo Nuno Roby Amorim.

a campanha em que Cavaco Silva perdeu para Jorge Sampaio.

 

Seria um bom cartaz numa campanha na actualidade, tal como o foi na época. Um cartaz simples. O pormenor da fotografia sair do cartaz resulta muito bem. Ponto fraco, o excesso de photoshop na fotografia.

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publicado às 12:54



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Compilação e análise de imagens das Campanhas Portuguesas (e não só). Cartazes, folhetos e materiais digitais (e outros). O melhor e o pior. Os verdadeiros e não só.

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