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GONDOMAR::PS

análise de Carlos Furtado, em 18.06.13

 

Esta história contada pelo Correio da Manhã pode ser vista por dois prismas e por um canudo. Os prismas; o caricato da utilização por parte do candidato socialista e a lei que rege as finanças dos partidos e nomeadamente das campanhas. E, por fim, o canudo ou a teoria da conspiração.

 

Mas vamos mesmo começar pelo fim. A candidata de 2009 seria a candidata natural em 2013. Seria, não fossem os partidos verdadeiras máquinas trituradoras e acima de tudo zeladores máximos das amizades. Isabel Santos foi quem em 2009 deu a cara pelo PS numa eleição que se sabia perdida. A luta era contra o dinossauro Valentim Loureiro. Era mais ou menos como eu ir jogar ténis contra o Nadal. A questão seria saber por quantos eu perderia. Mas Isabel Santos, não a filha do presidente de Angola entenda-se, assumiu esse compromisso com Sócrates e foi à luta, conseguindo aumentar a votação do PS em 8 pontos percentuais e contribuir para retirar a maioria absoluta a Valentim Loureiro e ao seu movimento.

 

Mas passaram 4 anos, Valentim já não é candidato e como tal os resultados podem ser bem diferentes. Só que desta feita o equilíbrio de forças no PS/Porto é outro. Agora quem manda na distrital do PS é José Luis Carneiro que, diga-se, ganhou as eleições a Guilherme Pinto, que Isabel tinha apoiado. Percebido? Fácil não é?

 

Terminado este intróito, vamos então à questão da ambulância. Bizarra ideia. Apetece dizer que ainda bem que o candidato não é colaborador numa funerária. O slogan "Queremos +" estaria apropriado mas ainda assim um pouco mórbido. Mas Marco Martins terá pensado e agido como a grande maioria dos portugueses faria. Tenho um carro porque não usá-lo? O carro não é meu mas dos bombeiros? Não faz mal. A lei permite que eu use o carro? Não, mas também não faz mal. E por aí fora que o nacional porreirismo tudo justifica.

 

Mas o problema principal reside numa lei feita a pensar em aplicar multas. As teias que tece a lei de financiamento das campanhas eleitorais é um bom sinal da nossa capacidade de fazer leis para complicar. Veja-se o bom exemplo da lei de limitação de mandatos. Mas voltando à lei do financiamento dos partidos, esta é clara quanto aos valores que cada candidatura pode gastar, calculada com base no salário mínimo nacional e com base no universo do caderno eleitoral, mas depois enreda-se nas complicações. E claro que no final das campanhas os partidos pagam multas avultadas. Concordo que nenhum pagamento seja feito em dinheiro, Paulo Morais o homem das denúncias de corrupção explicará bem melhor o porquê dessa impossibilidade, mas depois a lei acaba por tolher um pouco a capacidade participativa das pessoas e das empresas. O sistema americano é certamente mais claro. Eu dou, fica registado que dei e ponto final. Aqui como de costume ficamos nas meias tintas.

 

Mas voltando à ambulância, acredito que esta já esteja no seu estado natural e Marco Martins por seu lado não voltará a cometer esta imprudência. A lei vai continuar a produzir multas e mais multas. E certamente o CM terá que aguardar por outra oportunidade para que lhe façam chegar mais uma foto indiscreta. Dois prismas e um canudo.

 

 

Mas aproveitemos o embalo e olhemos para o cartaz.  

 

 

 

Mas parados e numa poltrona. A profusão de mensagens é tanta que nada retemos. A não ser talvez o símbolo + a vermelho, que nos remete para o bloco de esquerda.

 

Diria que é um dos piores cartazes que tenho visto. Temos o candidato metido no meio de ondas, temos um casal que mais parece o “emplastro”, ficando sem saber qual deles é o recurso natural do douro, temos 3 tipos de letras, temos um endereço de facebook que não é igual ao endereço do site. Ou seja, temos um monte de bróculos num cartaz só.

 

Sinceramente esperava mais do PS num concelho em que apresenta um candidato jovem, com experiência autárquica, e que tem todo o ar de ser uma aposta séria das estruturas distritais e nacionais do partido. Mas alguma coisa falhou.

 

Nota final, 7.

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publicado às 09:35


Castro Marim :: PS

análise de João Gomes de Almeida, em 17.06.13

 

Não conheço o senhor Carlos Nóbrega e portanto ele que me desculpe: mas não confiava o meu voto a um candidato que tem o mau gosto de pôr na rua uma campanha como esta. Como já tinha dito, estes candidatos são aqueles que depois de eleitos vão ser autarcas também com mau gosto. Resultado? As maravilhas de materiais de comunicação que vemos das nossas autarquias, "monumentos arquitectónicos" manhosos e outras coisas do género.

Vou então tentar analisar isto:

1) A foto é a única coisa que escapa neste outdoor.

2) Onde é que o Sr. Carlos Nóbrega estava com a cabeça quando decidiu usar 3 fontes diferentes num outdoor 3 x 2?

3) Onde é que o Sr. Carlos Nóbrega estava com a cabeça quando decidiu usar 3 cores de fontes diferentes num outdoor 3 x 2?

4) Porque raio é que tem aquele desenho e porque raio é que está ali uma sombrinha perdida?

5) Não sendo este um material de comunicação ao Boom Festival, qual foi a ideia de usar este fundo?

6) Se o logo do PS da rosa está recortado, porque raio é que o logo do PS do punho não está?

7) Que raio de barra é aquela com o facebook e o site? Para quê pôr o endereço completo do facebook?!

8) Este tipo de headline é mais um que se inscreve na categoria: não-diz-nada-nem-coisa-nenhuma-e-ainda-por-cima-é-igual-aos-outros-todos.

Em suma, está mau. Há muito a melhorar e talvez a culpa não seja do Sr. Carlos Nobrega, mas sim da sua equipa de campanha. Mas por favor, senhor candidato mude lá isto.

PS - Era interessante arranjar também alguém que cole melhor os cartazes. 

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publicado às 14:00


Oeiras :: PSD (2)

análise de João Gomes de Almeida, em 17.06.13

 

A campanha em Oeiras continua animada e aqui segue mais uma pequena análise aos outdoors de Moita Flores e do PSD (?).

A aposta no rosto dos cidadãos continua e parece-me cada vez mais uma aposta ganha. Pelo que me disseram estas são mesmo pessoas reais, residentes em Oeiras e estes são mesmo os seus anseios.

Gosto da nova fotografia da "Catarina", não gosto da fotografia do "Pedro" (perdeu o lábio superior?!). Gosto do headline do outdoor da Catarina (finalmente headlines engraçados!) e não gosto do headline do Pedro (é seco e basta). Graficamente tudo bom e coerente com os anteriores (sim, isto é muito importante). Grande erro destes outdoors: quem é que se lembrou de pôr a fonte a preto sobre fundo vermelho? Não resulta e perde leitura, para além de transpirar mau gosto.

 

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publicado às 13:34


Oeiras :: IOMAF

análise de Rodrigo Saraiva, em 14.06.13

E Oeiras continua a dar materiais para análise.

 

Depois de no fim-de-semana o IOMAF ter colocado o seu primeiro cartaz, que aqui analisámos, ontem apresentou um segundo cartaz, que pela informação obtida irá estar em simultâneo com o primeiro.

 

A única diferença entre os dois é no slogan/mensagem, pelo que a análise geral deve ser vista no post anterior. E nesse post tinha referido a dificuldade que os candidatos que sucedem a presidentes têm de afirmação junto do eleitorado. No caso de Paulo Vistas, e há outros nas mesmas condições, apresentam-se ao eleitorado já em exercício de funções como Presidente, pelo que este cartaz tenta afirmar esse facto e mantendo a estratégia de demonstrar a continuidade de Isaltino Morais. “O Novo Presidente” acompanha o “Continuar a fazer”.

 

Curioso é também comparar este cartaz com os primeiros cartazes de Moita Flores, ficando a ideia de que se tenta antecipar e "queimar" um potencial cartaz em que pela primeira vez surgiria a fotografia de Francisco Moita Flores com a frase "o novo presidente".

 

Como tenho dito, vai ser interessante analisar a campanha em Oeiras.

 

Mais informações sobre a equipa criativa por trás desta campanha aqui.

 

 

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publicado às 11:31


Barcelos :: independentes

análise de Rodrigo Saraiva, em 12.06.13

Há quem diga que em Barcelos há muito que a campanha começou, alguns afirmam até que começou logo no dia seguinte às últimas eleições, quando, para muitos de forma surpreendente, o PS derrotou um histórico autarca do PSD, Fernando Reis.

Em 2013 o PS volta, com naturalidade, a apostar no actual Presidente de Câmara e o PSD, desta vez em coligação com o CDS a que se juntou o PPM, aposta no seu presidente local. Umas eleições com um cenário “agitado” pois surge como candidato independente (num movimento criado depois das eleições internas no PSD) um ex Vice Presidente de Fernando Reis, campanha de que nos chegou imagem de um cartaz e que agora analisamos.

 

Eis um exemplo do que não fazer. Um cartaz com fraco grafismo, más opções de lettering, má escolha de colocação dos conteúdos (como o nome em cima da fotografia) e uma mensagem que podia dizer mais, bastava acrescentar o nome da terra. Algo como “A Alternativa … que Barcelos precisa”.

Depois uma péssima colocação do cartaz na rua. O cartaz com dimensões menores que a “moldura”, ficando-se a ver espaços, quando nesta opção o cartaz deve ser de dimensão superior para se sobrepor à estrutura. E a opção de lona, apanhando o sol por trás, ficam em destaque as sombras da estrutura.

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publicado às 17:31



Imagens de campanha

Compilação e análise de imagens das Campanhas Portuguesas (e não só). Cartazes, folhetos e materiais digitais (e outros). O melhor e o pior. Os verdadeiros e não só.

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