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Oliveira do Bairro :: PSD, CDS e PS

análise de Rodrigo Saraiva, em 17.09.13

Oliveira do Bairro, foi o último concelho que o CDS presidiu no distrito de Aveiro. Mais exactamente durante 4 mandatos (1989 a 2005). Os mandatos anteriores e posteriores foram liderados pelo PSD. Ou seja, neste concelho a disputa é entre o laranja e o azul, e o PS normalmente vai a jogo para marcar calendário, apenas tendo elegido vereador em duas ocasiões, em 1976 e 2009.

O PSD aposta no actual presidente, que se apresenta pela terceira vez a votos, tendo sido quem em 2005, numa eleição renhida e aproveitando a mudança de candidato no CDS, recuperou a autarquia para o PSD. Em 2009 o PSD conseguiu uma vitória folgada, tendo como nota de curiosidade que o CDS voltou a apostar no ex-presidente de Câmara, Acilio Gala. Caso para dizer “não voltes a uma casa onde foste feliz”.

Mário João Oliveira, o actual presidente, apresenta um mau cartaz. Nem é pelas ondinhas que por ali surgem, mas sim pela opção cromática, com cores apagadas, sem energia e um lettering demasiado minimalista, sem força. Não conheço este autarca, possivelmente é uma pessoa que preza a parcimónia, mas não é preciso exagerar. O slogan, digamos que é coerente com o cartaz, elementar.

O CDS aposta em Paulo Caiado, possivelmente o candidato mais fotogénico de 2013. E este cartaz, abstraindo do slogan que está mais do que batido, é possivelmente dos melhores cartazes de 2013, pelo menos daqueles que seguem o formato habitual de um cartaz de campanha autárquica. Não sei se a fotografia é única ou montagem, mas está bem conseguida(s) e encaixada no cartaz, todos os candidatos a sorrir e os homens cada qual com uma cor diferente de gravata sem causar ruído visual. A barra inferior em marca de água está muito bem enquadrada e cumpre muito bem o efeito de ressalvar o nome do candidato, o endereço do site e os ícones de facebook e twitter (aqui pode-se discutir se os endereços não deviam surgir, mas fica demasiada informação para um cartaz 8x3). O lettering escolhido para o nome da terra e slogan, sendo que o destaque vai para a terra, é uma escolha acertada, pois transmite modernidade e energia. Última nota para o fundo do cartaz, um azul bem escolhido, fresco e energético e um suave branco por trás dos candidatos, que até lhes dá uma certa aura.

O PS avança com Manuel Bôrras e não parece querer apostar. Cartaz com um fundo verde (vou fingir que não reparei nas ondinhas), um slogan em jeito de promessa e exclamativo, uma foto mal enquadrada e uma gravata arrepiante no candidato. Aconselharam esta gravata a Manuel Bôrras ou não houve coragem de lhe dizer que convinha tirar a foto com uma gravata lisa? Nada mais a apontar. Se é para cumprir calendário, o cartaz cumpre. Este ano não tivemos acesso à restante campanha do PS, mas esperamos que tenham feito progressos.

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publicado às 08:57


já andam a falar aqui

De Pedro a 18.09.2013 às 14:28

A análise visual é pertinente mas política não é a arte de fazer cartazes e o problema de muitos políticos é apostarem demasiado na imagem e muito pouco no conteúdo/programa!

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e em 2009 foi assim


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