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Águeda :: PS

análise de Rodrigo Saraiva, em 08.08.13

De 1976 a 2001 os eleitores de Águeda escolheram o PSD para liderar os destinos do concelho. Mas é interessante analisar que nunca o fizeram dando maiorias, com excepção de 2001 em que PS e CDS decidiram ir coligados e o resultado foi maioria para o PSD. Em todas as anteriores eleições PS e CDS elegeram vereadores e alternaram entre segunda e terceira força.

Depois de processo judicial envolvendo o presidente de Câmara, em 2005 os eleitores decidiram mudar dando a presidência ao PS e elegendo como presidente Gil Nadais, que já em 1997 tinha sido candidato pelo PS e anteriormente tinha sido vereador eleito pelo PSD. Nas duas vitórias Gil Nadais acaba por ter maioria nos eleitos, sendo que em 2005 ganha por cerca de 1000 votos e sem maioria, mas em 2009 já vence com maioria também na votação. Este ano Gil Nadais apresenta-se para um terceiro mandato e PSD e CDS vão coligados.

Permitam-me uma nota, em 2010 fui convidado para ser orador numa conferência em Águeda e outro dos oradores era Gil Nadais. Na altura fiquei positivamente surpreendido, pois assisti a um autarca demonstrar visão estratégica e ambição, com plena noção das limitações e do potencial do seu concelho.

Hoje analisamos uma peça de campanha da recandidatura de Gil Nadais.

O slogan é simples, mas muito bem conseguido para um recandidato e que defende a obra já feita. “No Caminho Certo”, demonstra confiança, quer no trabalho feito mas também no futuro. Graficamente não está nada de extraordinário e para além do slogan e logótipo do PS penso que não ficaria nada mal a colocação do nome do candidato. Mas o melhor deste cartaz, e que entra já no meu top de preferências, é o formato.

Como se de uma placa de identificação do caminho se tratasse. Cá está a estratégia KISS. Genialmente simples. E não se pode deixar de destacar o cuidado tido nos pés do suporte, uma espécie de vaso coberto de simulação de relva, demonstrando um cuidado com o terreno e paisagem. Muitas vezes os outdoors, de campanhas políticas e não só, são acusados de serem “ruído visual” e estes pormenores são muito relevantes.

E para quem está a pensar “olha, como são do PS a seta está a apontar para a esquerda”, parece que na candidatura também tiveram esse cuidado. Ora vejam.

Pode haver quem discorde, mas por aqui este suporte merece o nosso efusivo aplauso. É o que acontece quando vemos uma campanha política a sair da caixinha e a fazer algo, mesmo que simples, diferente.

 

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publicado às 15:17


já andam a falar aqui

De Hugo Serejo a 09.08.2013 às 10:34

Também concordo, simples, inovador, e eficaz!

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