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Santo Tirso :: PS

análise de Carlos Furtado, em 27.06.13

Antes de se iniciarem as autárquicas há um período bem mais animado e de noites com facas muito longas.

 

A escolha do PS em Santo Tirso não fugiu à regra e teve de tudo um pouco. E nele um triângulo pouco amoroso: Castro Fernandes, Ana Maria Ferreira e Joaquim Couto. O primeiro é o presidente em exercício que não se pode recandidatar; a segunda a preferida dele e o terceiro é o candidato do aparelho distrital do PS.

 

Para que se fique com uma ideia aqui fica um pequeno retrato de Joaquim Couto: presidente do município Tirsense entre 1982 e 1999, governador civil entre 1999 a 2002 e deputado entre 2005 e 2009 altura em que aceita ser candidato em Gaia contra Menezes onde perde com apenas 25% contra 63% do seu opositor.

 

Mas para chegar ao lugar de candidato tirsense Couto perdeu as eleições concelhias, foi nomeado por José Luis Carneiro coordenador autárquico do distrito do Porto e depois então convoca umas diretas que acaba por ganhar. Foi suado, mas estava concretizado o sonho de Joaquim Couto em voltar a um lugar onde foi feliz e lhe permitiu ganhar influência.

 

Agora chegamos ao período eleitoral, em que a capacidade de fazer cacique deixa de ser fundamental para dar primazia à capacidade de empatia com a população.

 

Vai daí toca a fazer um cartaz com uma anciã e um jovem. E pega lá que vai uma montagem. Não é caso único. As agências de vendas de fotografias devem estar a esfregar as mãos de contente. A não ser claro no caso de um candidato que usou umas fotografias livres de direitos…

 

Mas olhemos um pouco mais para o cartaz. Digo um pouco pois o cartaz não nos prende muito a atenção.

 

Já falamos da fotografia, que até apresenta um trio sorridente, por isso passemos rapidamente para o slogan. “A Força de Todos”. Quem? O Couto? A anciã ou o pequeno “pagem”? O slogan aparece solto de qualquer tipo de enquadramento de mensagem. O cartaz até tinha espaço e aguentava bem uma coisa do género “A força de todos os tirsenses”. Quanto a mim ficava mais enquadrado e ganhava mais empatia com o eleitorado que Couto quer conquistar. E teria deixado de lado a avó e o neto.

 

A letra usada não sendo mau de todo não é envolvente, nem moderna, nem chamativa. Ok, tem que ser um fica esta, deve ter sido o que pensou quem o idealizou. E é estranho, sendo Couto um homem da comunicação e um conhecedor de campanhas políticas. Mas em casa de ferreiro espeto de pau, já diz o ditado.

 

As cores são as normais: azul e vermelho. Não há ondas, graças a deus, não há degradés, que também não se perde nada, e como tal está limpinho, limpinho. Mas fraquinho.

 

Em resumo, o cartaz não tem nenhum rasgo. Parece ter sido feito para cumprir calendário. Mas Santo Tirso é uma daquelas câmaras que o PS não quer perder e Joaquim Couto arrisca aqui o seu peso político. É que uma coisa é ir cumprir calendário a Gaia contra o Menezes. Outra coisa é perder na sua terra.

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publicado às 10:48



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