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Cascais :: PSD/CDS, PS e independentes

análise de Telmo Carrapa, em 25.06.13

Ser ou não ser em Cascais

 

“Todos” e o verbo “ser” parecem o grande claim para as autárquicas em Cascais. Se os independentes dizem “SerCascais” e “TodosPorCascais” (limito-me a reproduzir graficamente o que está nos outdoors – o erro não é meu), a coligação PSD-CDS opta pelo “Todos somos Cascais”, conjugando num único cartaz o que os outros dizem em dois. Quem anda a plagiar quem (como dizia alguém, “o plágio é uma forma implícita de admiração”) não sei, nem acho que seja o mais relevante. Mas que há coincidências engraçadas, lá isso há.

 

Passemos ao individual e ao colectivo (a diferenciação das campanhas):

SerCascais parece ser (passe a redundância verbal) um movimento independente e colectivo sem partidos, constituído por uma pessoa. Perdão, liderado por uma pessoa (que, engraçado, já foi eleita como vereadora apoiada pelo CDS). É natural a confusão: É que em todos os materiais de comunicação exteriores a personalização é tanta que fica a dúvida. O outdoor é um exemplo: A foto e o nome em grande destaque, Ser Cascais e Movimento Independente mais reduzidos, num azul esbatido que só dificulta a leitura do lettering a branco (por ironia o do nome que está em maior destaque). Em relação à foto, se chamarmos à conversa a frase “os olhos são as janelas para a alma”, percebemos que as janelas estão só entreabertas.

 

(Nota que é mais forte que eu, desculpem os leitores do Imagens de Campanha – A personalização excessiva leva a erros de produção como o deste Smart de campanha.)

 

Em relação ao movimento “Todos por Cascais” o cartaz é bem mais feliz que o da campanha anterior. O cabeça de lista à frente de uma equipa demonstra mais o colectivo que se pressupõe ser um movimento independente (apesar de o seu cabeça de lista ter sido vereador eleito pela coligação PSD-CDS, não abdicado dos pelouros que tutela, e de ter feito parte do outro movimento independente até ter decidido lançar o seu “próprio” movimento independente). E mostra concordância com o “Todos”. A foto poderia estar melhor conseguida, sobretudo na equipa, mas não envergonha. Graficamente é simples, a duas cores, e dá destaque à equipa (não escondendo o cabeça de lista) e ao mote “Todos por Cascais” e ao endereço web.

 

A coligação PSD-CDS optou por também lançar um movimento – “Viva Cascais” e a aparecer nos cartazes como um colectivo concelhio. Considerando a história recente do município e o reconhecimento que os últimos dois presidentes tinham (Judas e Capucho), confesso que tenho algumas dúvidas da eficácia de uma imagem que não dê destaque ao candidato à presidência da câmara. Uma fase de pré-campanha autárquica serve para afirmar a notoriedade do candidato à câmara municipal e, na minha opinião, Carlos Carreiras precisava de afirmar-se ainda mais, o que não é feito com este cartaz. Tirando esse “pormaior” é um outdoor bem conseguido. Um azul forte permite a leitura dos restantes elementos gráficos e o “todos” composto por fotos individuais (não sendo totalmente original é uma variação gráfica interessante) transmite a força de conjunto (e já vi pessoas em frente aos outdoors a tentarem identificarem quem lá está, o que é sempre engraçado). Vamos ver se a evolução da campanha permite manter uma coerência de imagem e mensagem mas com maior destaque para o candidato à presidência da câmara.

 

Já em relação à campanha do PS, acho que está bem conseguido. Graficamente simples, com o vermelho em destaque para marcar posição face ao eleitorado natural do Partido Socialista, destaca o candidato – personalidade conhecida no concelho (e nacionalmente devido ao seu papel na Associação Nacional de Farmácias), com uma foto que transmite acima de tudo o conceito do cartaz, não esconde o partido que representa e dá ênfase ao conceito da campanha: “O líder que falta a Cascais”. Não apresenta propostas de rumos, nem de projectos, nem conceitos vagos. Responde ao que escrevi no parágrafo acima – reafirma o retomar de uma liderança forte e reconhecida. É argumento para ganhar eleições? Muitas vezes é.

Resumindo – nestas eleições a Cascais teremos o “colectivo” versus o “individual”. Os resultados mostrarão o que é que os cascalenses preferem.

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publicado às 15:49



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