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Penafiel :: PSD/CDS

análise de Carlos Furtado, em 03.06.13

As eleições autárquicas em Penafiel foram mais interessantes antes do que o vão ser agora. E porquê? Pela luta de bastidores que antecederam a escolha de Antonino Sousa como candidato. Nos últimos 12 anos o concelho tem sido gerido pela coligação PSD/CDS. Em 2001 Alberto Santos “rouba” a câmara ao PS, vencendo com 50,32% e desde então a sua popularidade foi sempre a subir, chegando a 64% nas eleições de 2009. Um sucesso absoluto e que contraria a tese de que no terceiro mandato há por norma uma quebra de votação, como aliás já aqui referi. Desde a primeira hora que Antonino Sousa está na vereação, ocupando desde 2009 o lugar de vice-presidente da câmara. O seu trabalho foi muitas das vezes elogiado por Alberto Santos que o via como sucessor natural. Mas eis que surge o problema de Antonino ser militante do CDS, o que está bom de ver causou alguns amargos de boca ao PSD. Mas ultrapassada que está a questão, Antonino de Sousa é independente e é o candidato da coligação. A tarefa não é fácil, pelo menos se carregar nos ombros os resultados eleitorais do seu antecessor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas vamos ao cartaz que é o que nos traz aqui.

 

A foto do candidato é boa. Antonino olha nos olhos os seus eleitores. Com confiança. Transmite também segurança e afectividade. O sorriso é qb. Nem um ar excessivo que pode sempre dar uma ideia errada de sobranceria, nem um ar carregado que demonstraria falta de confiança.

 

O slogan pretende fazer a ligação ao passado e à imagem de marca que lhe está associada. E claro que Antonino é uma continuidade. Acredito que haja mais fases na campanha e que venham a aparecer propostas concretas. Este é de posicionamento.

 

As letras arredondadas transmitem afectividade, envolvimento. Em linha com a foto do candidato.

 

Não gosto tanto das cores de fundo do cartaz, nem do efeito de marca de água no canto inferior direito. Considero mesmo desnecessário o tom acastanhado que aparece no canto esquerdo do cartaz.

 

E não gosto mesmo nada do símbolo. Mas o efeito de continuidade está aqui bem expresso, pois este foi o mesmo logo de Alberto Santos. Mas o efeito “enviesado” que procura transmitir acção e dinamismo acaba por dar um ar “kitsch” ao cartaz, tirar-lhe a dignidade e confiança que o candidato pretende transmitir. E claro que é curioso, ou talvez não, a ausência dos símbolos dos partidos. Antonino quer ser abrangente e claro que a colagem em demasia aos partidos que o sustentam pode penalizá-lo.

 

Em suma, um cartaz “redondo”, sem grandes arrojos mas que cumpre os objectivos minímos. 15 é a nota que lhe atribuo.

 

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publicado às 10:29



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e em 2009 foi assim


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