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Porto :: CDU

análise de Rodrigo Saraiva, em 31.07.13

Há uma força política que penso que sairá reforçada nestas eleições autárquicas, a CDU, ou seja, o PCP. E, indo pela temática aqui do blog, penso que ainda se poderiam sair melhor se tivessem outra abordagem, outra estratégia, outro cuidado, em termos de materiais de campanha.

Ao longo dos anos a CDU habituou-nos a cartazes “centralizados”. Independentemente do concelho ou da freguesia, a partir do “comité central criativo” sai uma linha gráfica orientadora com respectiva mensagem e todos replicam aquilo, apenas adaptando o nome do candidato e a localidade. Sim, houve algumas excepções, mas deviam ser mais. Bem sei que se pode argumentar que o PCP funciona assim em tudo, mas não me parece que estratégias de comunicação e imagem localizadas trouxessem mal ao mundo. E, aqui talvez questão mais sensível, pela doutrina do colectivo, podiam apostar mais na personalização da mensagem. Por exemplo, se em Loures apostam em Bernardino Soares, é porque sabem que tem uma elevada notoriedade. Ora, sejam consequentes e maximizem essa aposta.

 

Serve este intróito para analisar a campanha da CDU no Porto, um concelho onde têm mantido uma votação relevante, com vereador eleito, que entre 2001 e 2005 chegou a assumir pelouros no primeiro mandato de Rui Rio. Desde 2001 que a cara da CDU era Rui Sá, que a meio deste mandato “passou testemunho” a Pedro Carvalho, que é agora o candidato.

O Cartaz que vi e fotografei nas ruas do Porto é mau.

Má fotografia do candidato. A gravata escura é um erro, ainda para mais tendo o candidato uma barba forte. Fica tudo demasiado escuro. E o azul de CDU e o vermelho no slogan não trazem cor nem força ao cartaz. “Mudar o Porto”?! Banal. Seria melhor optarem pelo sub-slogan que está em letras pequenas logo abaixo. e fica a impressão que foi talvez um cartaz feito à pressa. Pois descobri a imagem de um flyer que, embora não esteja fantástico, já tem outros elementos de cor (azul e verde) que trazem outra empatia à candidatura.

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publicado às 14:54


Loulé :: PS

análise de Rodrigo Saraiva, em 31.07.13

aqui foi feito o enquadramento do cenário eleitoral em Loulé e analisado o primeiro cartaz do candidato do PSD. Hoje analisamos o cartaz de Vitor Aleixo, candidato do PS.

Genericamente um cartaz que não compromete e que me parece ser chamativo na rua, embora tenha alguns detalhes desnecessários, como a repetição de “autárquicas” e o “PS” logo a seguir ao símbolo. Mas detalhes. A opção da barra inferior ser em ondas já sabem que aqui no blog não granjeia simpatia e a única coisa que não gosto no cartaz é a camisa do candidato. Talvez se aquele penúltimo botão não estivesse abotoado … A Fotografia está bem conseguida e o candidato surge com um ligeiro sorriso.

O melhor do cartaz é o lettering, que imprime dinâmica ao cartaz. E o mais interessante é o tempo verbal escolhido para o slogan, dando-lhe um tom de mandamento. Um slogan que tenta demonstrar que a última presidência de Câmara apenas cuidava e pensava em alguns e não em toda a população.

O cartaz é inevitavelmente complementado com endereço do site e facebook da candidatura.

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publicado às 09:04


Setúbal :: PS :: online

análise de Virginia Coutinho, em 30.07.13

Habitualmente as marcas/empresas (e aqui os candidatos) pecam por não terem presença nas redes sociais, mais por não saberem usá-las do que pela falta de vontade. Existem vários casos de empresas que criam presença em várias redes sociais (muitas vezes demasiadas) mas que não sabem aproveitar as suas potencialidades.  Isto é, criam presença sem que haja uma estratégia com objectivos claros .

 

Quando vi a listagem da redes em que o candidato João Assunção Ribeiro, candidato à Câmara Municipal de Setúbal (análise do Rodrigo aqui), tinha apostado, Twitter, Facebook, Instagram, Flickr, Youtube, Google+, Pinterest,  pensei de imediato que seria mais um desses casos, mas tenho de admitir que até fiquei positivamente surpreendida.

 

Pinterest, Tumblr e Google+

Comecei por analisar o Tumblr, o Pinterest e o Google+ do candidato. Há poucas marcas/empresas em Portugal que estejam a dinamizar correctamente a sua presença nestas redes, e não quis esperar para ver.

No Pinterest o candidato tem boards tão improváveis como o "x-files" onde podemos, entre outras imagens, encontrar propaganda política. Para além desse,  no board “Cool” encontramos pins de imagens interessantes dos mais variados temas; no board “been, seen, done”, imagens de locais que o que o candidato visitou; e no “Inspiring”, imagens inspiradoras. Estes boards, complemento dos boards da campanha e cidade, mostram um lado informal do candidato do qual gostei imenso. Com cerca de 100 seguidores, e não sendo uma rede social onde esperaria ver um candidato português a apostar, vale a pena espreitarem!

No Tumblr, a rede social da Yahoo, do candidato são partilhadas maioritariamente fotografias do candidato “desprevenido”. Sem dúvida que a “fotografia” (e aqui são de alta qualidade) é das mais mais-valias desta campanha, tanto no offline como no online.

No perfil do Google+, apesar de apenas 22 pessoas terem adicionado o candidato aos seus círculos, é também colocado conteúdo com regularidade. Esse conteúdo abarca desde entrevistas ao candidato a frases inspiradoras de Nelson Mandela. É importante referir que muitas vezes a aposta nesta rede social é a pensar na optimização da presença da marca no online (SEO).

 

Em suma, os conteúdos são de qualidade e prestam atenção a pormenores como inserção de tags. Embora tenha gostado da abordagem do candidato, estas seriam redes sociais nas quais provavelmente não apostaria, atendendo à sua pouca (e particular) utilização no nosso país. Esta pode ser uma das razões que explique a quase inexistente interacção com os conteúdos.

 

Para além das duas redes sociais mencionadas acima, o candidato tem ainda presença no Twitter, Instagram, Facebook, Youtube e Flickr!

 

 

Instagram e Flickr

Tal como o Pinterest e Tumblr, também o Instagram e o Flickr vivem de conteúdos visuais, imagens.

O perfil do candidato no Instagram é privado. Sendo uma das redes oficiais da campanha (mencionada no website) não deveria acontecer. Enviei o pedido para o seguir há 3 dias e o mesmo, à data desta publicação, ainda não tinha sido aprovado.

O seu Flickr serve essencialmente como repositório de imagens, neste caso 88 fotografias do candidato e da campanha. Não existe interacção e praticamente não há visualizações das fotografias.

 

Twitter e Youtube

O candidato já usava esta conta Twitter antes da campanha e tem publicado com frequência para os seus mais de 2000 seguidores. Grande parte do conteúdo publicado é replicado do Facebook. Pontualmente faz retweets e responde a tweets, onde mostra um lado informal do candidato em menções de siglas como “LOL”, indicações de gargalhadas e discurso informal.

Com 24 subscritores, mas mais de 4200 visualizações, o canal do Youtube é também utilizado nesta campanha e têm sido colocados vídeos com regularidade. Os vídeos, entrevistas e discursos são adequados mas poderiam ter uma descrição e tags associados.

 

Facebook

Sendo o Facebook a rede social mais importante do nosso país, estava com grandes expectativas da página do candidato. 

A página está dinamizada e o conteúdo é colocado diariamente (mais de uma publicação por dia, incluindo fins-de-semana). Os mais de 8000 seguidores  são presenteados essencialmente com conteúdo da campanha. Mais uma vez destaco a qualidade das fotografias, principalmente da acção “Setúbal decide”.

Existem respostas  a comentários, embora o administrador o pudesse fazer com maior frequência e criar mais diálogos. A página também poderia ser enriquecida com aplicações que acrescentassem valor à experiência do utilizador/ fornecesse mais informações, como apresentação dos candidatos e medidas.

 

De uma forma geral a presença nas várias redes sociais é boa mas existe espaço para melhorias.

Algumas sugestões: uniformização da presença nas várias plataformas (imagem de perfil/página, imagem de capa, utilização do mesmo nome e nome de utilizador); aposta não apenas em partilhar (bom) conteúdo mas promover interacção com os seguidores + dar respostas atempadas (principalmente no Facebook). Penso que também seria importante analisar se faz sentido o candidato estar em todas as redes sociais, de acordo com os objectivos da campanha e características de cada uma delas, ou se não está a dispersar a atenção.

 

 

Website

O design é clean e apelativo, e o website, de uma única página, reúne as informações mais importantes: informações sobre os candidatos, referência à presença noutras plataformas, formulário de contacto. Incluiria no website um blog, de forma a manter qualquer visitante actualizado com informações da campanha. Com a aposta em tantos social media e com uma campanha onde se produz regularmente conteúdo, substituiria  a presença nalgumas das redes por um blog.

Do ponto de vista de SEO poderia ser melhorado, mas de uma forma geral o website serve os propósitos.

 

Dos candidatos destas autárquicas com os quais me cruzei nas redes sociais, atrevo-me a dizer que este, o João Ribeiro, é talvez o que tenha uma melhor presença, no geral. No entanto, espero ainda ser surpreendida e encontrar ainda exemplos melhores. :)

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publicado às 15:30


Setúbal :: PS

análise de Rodrigo Saraiva, em 30.07.13

Directos ao assunto: Setúbal é das autarquias mais importantes do mapa eleitoral. Sendo capital de distrito, é uma vitória que todos os partidos gostariam de ter no seu portefólio. Mas só o PS e PCP (duas vezes como APU e vai agora no terceiro mandato como CDU) se podem lograr disso.

O histórico deste concelho é interessante. Em 1976, nas primeiras autárquicas, vence o PS e depois em 1979, ano em que a segunda força política foi a AD, e 1982 ganha o PCP em versão APU. Em 1985 uma coligação PS e PSD apresenta como candidato o ex Governador Civil (de 1978 a 1985) Manuel da Mata Cáceres que vence e que seria reeleito mais 3 vezes, já só concorrendo pelo PS. Em 1989 ganha com maioria numa eleição em que PCP, para além do PEV, vai coligado com o PRD, tendo como cabeça de lista Odete Santos, sendo a única Câmara no distrito que não era presidida pelo PCP, facto que se repete em 1993. Em 1997 ganha pela última vez, sem maioria e em 2001 é fortemente derrotado nas urnas, quando o PCP, já em versão CDU “desloca” para Setúbal Carlos Sousa, que tinha presidido a vizinha Câmara de Palmela durante 7 anos. Carlos Sousa volta a encabeçar a vitória da CDU em 2005, ganhando sem maioria, e em 2006 é substituído pela actual presidente, Maria das Dores Meira, num processo em que o PCP lhe retirou confiança política. Relativamente às eleições de 2005 é ainda de destacar que a segunda força política foi o PSD, elegendo 3 vereadores, quando apresentou como candidato Fernando Negrão. Um capital totalmente desperdiçado quando Marques Mendes o convence a ser o candidato, copiosamente derrotado, nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa em 2007.

Chegados a 2013 temos a recandidatura da actual presidente (CDU); a coligação PSD/CDS apresenta o ex deputado Luis Rodrigues, com Nuno Magalhães como cabeça de lista à Assembleia Municipal; o Bloco de Esquerda lança Mariana Aiveca; e João Ribeiro, o porta-voz do PS, é o candidato deste partido, tendo a sua candidatura sido anunciada durante o último congresso do PS.

 

E neste primeiro post sobre Setúbal é na campanha de João Ribeiro que nos vamos focar e, mais uma vez, vou directo ao assunto: faltam dois meses para as eleições, muitos materiais e imagens de campanha irão surgir por esse país fora, mas arrisco já a dizer que esta primeira fase de campanha de João Ribeiro ficará no top das preferidas pela equipa do Imagens de Campanha.

E porquê? Pelas fotografias. Sim, pelas fotografias. As fotografias escolhidas para os vários cartazes que estão colocados por Setúbal. A opção de utilizar fotografias espontâneas merece o nosso aplauso. Claro que não é uma ciência exacta e há um cartaz que não gosto muito, mas no global esta opção foi um tiro certeiro.

Para além das mensagens, no geral é transmitida uma imagem de naturalidade e genuidade do candidato, duas características que granjeiam e constroem simpatia. E começo já pelo cartaz melhor conseguido.

Candidato a sorrir, no meio de pessoas e um slogan banal mas inclusivo. Passei por este cartaz e posso afirmar que o impacto é fantástico.

 

Neste o João Ribeiro parece quase esganado com o abraço que recebeu, mas a foto está feliz. O melhor do cartaz é o aproveitamento de um autocolante do Vitória de Setúbal e um slogan muito bem conseguido.

 

Aqui um cartaz onde o slogan já puxa por um tema de campanha e que é uma preocupação para muitas pessoas. E conjugado com mais uma boa foto, onde transmite o candidato a cumprimentar e ouvir as pessoas.

 

A ouvir as pessoas, com atenção, é também a opção deste cartaz. E mais uma vez, e aqui mais perceptível, o candidato com um caderno de apontamentos, que transmite uma pessoa atenta. Um slogan que demonstra ambição.

 

Este último é o que menos gosto. Este foi outro cartaz que vi na rua e quando passei por ele aquilo que me saltou à vista foi o dedo. E já diz o povo que apontar é feio. Neste mais uma vez a temática do emprego e com ligação a algo muito relevante para Setúbal a nível socioeconómico, o Sado.

Para além das fotografias e do slogan que acompanha cada uma delas, os cartazes têm ainda elementos comuns. O símbolo do PS, outro que mal se percebe, mas dá ali uma corzinha, das autárquicas e mais dois slogans. “Afirmar Setúbal”, que parece ser o claim da candidatura, e “Setúbal Decide”. Dois slogans que transmitem positivismo e inclusão. Não sou grande fã de ter dois slogans, como referi na análise ao PS em Mafra, mas aqui a força das fotografias é tanta que estes elementos, não deixando de cumprir bem o seu papel nos cartazes, ficam em lugar secundário.

Nos cartazes, embora seja o elemento menos visível, tem ainda um apelo de participação e visita ao facebook. Esta campanha está a apostar forte em plataformas digitais, com presença em muitas redes. Se o está a fazer bem é algo que a Virgínia nos dirá em outro post.

Já disse que estes cartazes estão bons? Estão mesmo.

Parabéns aos criativos (copy e design) e também ao fotógrafo, uma função e trabalho que normalmente passa despercebido em qualquer cartaz político, mas que nestes ganha ainda especial relevo.

 

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publicado às 09:17


Amarante :: PSD/CDS

análise de Carlos Furtado, em 29.07.13

Amarante é mais um dos casos em que obrigatoriamente o poder vai mudar. Pelo menos de protagonistas. Armindo Abreu, do PS, vê a lei impedi-lo de continuar a vencer eleições. E como tal o PSD acalenta algumas esperanças em dar a “volta ao resultado”. E para o tentar, nada melhor do que o reeleito presidente da concelhia local do psd e actual vereador da oposição, fruto de ter sido o cabeça de lista nas autárquicas de 2009.

 

Amarante tem protagonizado uma série de candidaturas independentes. Em 2005 foi Avelino Ferreira Torres, saído do Marco de Canaveses, que apresentou uma lista tendo sido o segundo mais votado com 27,60%. Na altura o cds assobiou para o lado e ficou de fora da contenda.

Em 2009 Avelino não se candidatou, o PSD conseguiu ficar a dois pontos percentuais do PS, tantos quantos o CDS conseguiu indo a votos. Ou seja, se houvesse a coligação habitual o PS teria perdido. Mas não houve e assim foi tudo saber o que valia.

 

Agora, chegados a 2013, temos a candidatura independente de Pedro Barros, do socialista Dinis Mesquita e de José Luis Gaspar em nome do PSD e do CDS. Olhando para os números de 2009 a coligação poderia sair vencedora, mas a candidatura de Pedro Barros pode baralhar tudo, pois pode uma vez mais ir buscar votos ao centro-direita.

 

Mas olhemos para o que nos interessa: o cartaz de José Luis Gaspar, do CDS/PSD.

 

 

Encontro alguns sinais positivos e outros negativos. Comecemos então:

. o cartaz é “airoso”, termo muito usado pelos menos novos para se referirem a algo leve e colorido, que lhes cheira bem mas ainda assim têm algumas reservas.

- a cara séria do candidato não bate certo com a imagem “airosa”. Não tinha custado nada tentar um sorriso, mas esta ideia de que os políticos têm que ter um ar sisudo é algo comum.

- tem demasiadas cores, demasiados tipos de letra e vários slogans/mensagens. 3 num cartaz só é obra.

- não ficava melhor assumir que tem um “projecto político para Amarante” e esquecer “ Experiência e conhecimento”? Ele é conhecido ou não? Caiu de paraquedas em Amarante?

- voltando às cores, e à barra central, digam lá se não vos lembra o “centrum”?

Mas arriscava e dizia que este é um cartaz bem conseguido, que vai chamar a atenção do eleitor. 

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publicado às 13:49

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Imagens de campanha

Compilação e análise de imagens das Campanhas Portuguesas (e não só). Cartazes, folhetos e materiais digitais (e outros). O melhor e o pior. Os verdadeiros e não só.

e em 2009 foi assim


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